O que é?
O BPAP fornece uma pressão maior na inspiração (IPAP) e menor na expiração (EPAP), facilitando o ciclo respiratório em pacientes que têm dificuldade de expirar contra pressão contínua.
Indicações
- Apneia central do sono e hipoventilação, com o aparelho configurado em modo ST (com frequência respiratória de backup), conforme avaliação do especialista
- Síndrome de hipoventilação central
- DPOC com hipercapnia
- Pacientes que não toleraram CPAP ou APAP
- Insuficiência respiratória crônica
Indicações de acordo com Aurora RN, Chowdhuri S, Ramar K, et al., “The Treatment of Central Sleep Apnea Syndromes in Adults: Practice Parameters with an Evidence-Based Literature Review and Meta-Analyses”, Sleep, 2012;35(1):17-40 (American Academy of Sleep Medicine).
Como funciona
O médico prescreve dois níveis de pressão: IPAP (pressão inspiratória, ex: 14 cmH₂O) e EPAP (pressão expiratória, ex: 8 cmH₂O). A diferença entre eles (PS = pressure support) é o suporte ventilatório.
Para apneia central ou hipoventilação, o aparelho pode ser configurado em modo ST (spontaneous-timed), que acrescenta uma frequência respiratória de backup: se o paciente não iniciar a respiração dentro de um intervalo definido, o aparelho dispara um ciclo automaticamente. O uso apenas em modo espontâneo, sem frequência de backup, pode não controlar ou até agravar eventos centrais.
Em apneia central associada à insuficiência cardíaca sem resposta a CPAP, oxigênio suplementar ou modo ST, a servoventilação adaptativa (ASV) pode ser considerada em avaliação especializada — mas seu uso é hoje contraindicado em pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (≤45%) e apneia central predominante, por associação com maior mortalidade cardiovascular.
Cowie MR, Woehrle H, Wegscheider K, et al., “Adaptive Servo-Ventilation for Central Sleep Apnea in Systolic Heart Failure” (estudo SERVE-HF), New England Journal of Medicine, 2015;373(12):1095-1105.